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Untitled Document Você sabe diferenciar o sexo das tartarugas? Dimorfismo e maturidade sexual em quelônios (cágados e jabutis) Nos quelônios, o tamanho do animal é mais importante do que a idade quando tratamos de maturidade sexual. Os animais em cativeiro crescem muito mais rápido que os de vida livre, devido à melhor qualidade dos alimentos e sua disponibilidade. | | Como conseqüência direta, iniciam a reprodução mais cedo. Como um bom exemplo, algumas espécies de jabutis (quelônios terrestres), a T. graeca e a T. pardalis, estão maduras sexualmente por volta dos 12 - 15 anos de idade em vida livre, já em cativeiro alcançam a maturidade sexual entre 5 - 7 anos. Na maioria dos quelônios adultos, a diferenciação sexual por comparação é tarefa fácil. Abaixo, algumas dicas: A cauda do macho maduro geralmente é maior que a da fêmea. No caso da espécie Geochelone chilensis (quelônio terrestre), esta diferença é sutil. Nos jovens a diferença é mínima e, às vezes, imperceptível.
 O tamanho da cauda pode diferenciar machos e fêmeas
Em muitas espécies, o plastrão (parte inferior do casco) dos machos é côncavo e as placas anais do plastrão também diferem em tamanho e formato.  Jabuti fêmea |  Jabuti macho (concavidade no plastrão) | Os machos adultos são menores que as fêmeas adultas, na maioria das espécies. As espécies Geoclelone elephantopus (jabuti) e T. carolina (quelônio terrestre), assim como a espécie Chelydra serpentina (cágado de água doce) são algumas exceções.
Em alguns cágados, o tamanho das unhas das patas dianteiras também é um indicador importante. Temos a Trachemys scripta elegans(cágado de orelha vermelha) como exemplo.
 Cágado de orelha vermelha: nessa espécie as unhas do macho são maiores que as das fêmeas
Apesar de muitos acreditarem, o formato da carapaça (parte superior do casco) não é meio diferencial.
Há diferenças entre machos e fêmeas na coloração da cabeça, mandíbula e íris. Como exemplo temos a Terrapene c. carolina (quelônio terrestre).
Há muitos outros fatores ou características secundárias que são espécie-específicas, que somente a experiência do examinador poderá ajudá-lo no dimorfismo sexual destes animais maravilhosos. Referências: FRYE, F. L. Reptile care. An atlas of diseases and treatments. Neptune City, N.J. (USA): TFH Publications, USA, 1991. 656p. MADER, D. Reptile medicine and surgery. St. Louis, Missouri: Saunders Elsevier, 1996. p.512. HERNANDEZ-DIVERS, S. J. The Veterinary Clinics of North America. Exotic Animal Practice. W. B. Saunders Company, Philadelphia, 2003. 288p. MADER, D. Reptile medicine and surgery. St. Louis, Missouri: Saunders Elsevier, 2006. p.1242. MESSONNIER, S. P. Common Reptile Diseases and Treatment. Blackwell Science, USA, 1996. 174p. O’MALLEY, B. Clinical anatomy and physiology of exotic species: structure and function of mammals, birds, reptiles and apmphibians. Edinburgh: Elsevier Saunders, 2005. 269 p. WILSON, G. H. The Veterinary Clinics of North America. Exotic Animal Practice. W. B. Saunders Company, Philadelphia, 2004. 199p. fotos: Carlos Alexandre Pessoa  Carlos Alexandre Pessoa médico veterinário (CRMV SP 8621) www.animalexotico.com.br
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