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Criação de tartarugas aquáticas

Criação de tartarugas aquáticas

Criação em cativeiro:

Tanque: Necessitam de um tanque com 60% da área formada por água. Animais até 10 cm de carapaça, a densidade máxima de ocupação é de 10 animais por metro quadrado com profundidade mínima do tanque 15 cm; animais de 10 a 20 cm de carapaça, a densidade máxima de ocupação é de 10 animais por cada quatro metros quadrados, com profundidade mínima do tanque de 20 cm;

animais de 20 a 40 cm de comprimento de carapaça, a densidade máxima de ocupação é de 10 animais por cada 10 metros quadrados, com profundidade mínima do tanque de 30 cm; animais com mais de 40 cm de carapaça, a densidade máxima de ocupação é de 10 animais por cada 20 metros quadrados, com profundidade mínima do tanque de 60cm. 


foto: Dr. Carlos Alexandre Pessoa

Isso vale para todas as espécies de quelônios de água doce. No caso do tigre-d’água, o animal atinge até 26 cm de carapaça. É necessário criá-los em tanques ou aquários grandes, desde que atendida a densidade máxima de ocupação, a profundidade mínima.

Se criados em tanques, o fundo não pode ser de cimento puro, jamais áspero, deve ser bem liso. Precisam de uma rampa  de acesso a uma área seca, com vegetação. Se existirem fêmeas adultas, há necessidade de se proporcionar um local adequado para desovas. A espécie prefere desovar em areia.

Com animais mais jovens, é possível criá-los em aquários. A plataforma seca deve ser construída com pedras, cimento. Se a criação for feita em aquários, uma plataforma pode ser feita em vidro, cortando-se um pedaço de vidro de pequena espessura (5mm) no formato que se deseja fazer a plataforma, colando-se pedras roladas de rio com silicone. Desta forma, evita-se a colocação de muitas pedras, o que primeiramente de outra forma sobrecarrega o peso do aquário, depois, dificulta a limpeza do mesmo, pelo aumento de superfície de contato com as excretas dos animais. 

Evidentemente, quanto maior a população do aquaterrário, ou maior o peso dos animais, mais essa plataforma precisará de suportes, como bases feitas de torres de filtro biológico escorando essa plataforma (nas torres, podem ser coladas as pedras roladas de rio, por motivo de estética). O aquaterrário deverá ter filtros internos do tipo “skimmer” (existe uma infinidade deles) para permitir a remoção dos excrementos maiores. Vegetação artificial pode ser utilizada na ornamentação do aquaterrário. A água deve ser trocada a cada dois dias para não sobrecarregá-la com uratos (produto de excreção do metabolismo protéico).

Iluminação

Quanto à iluminação, sem dúvida alguma, a luz ideal é a natural, ou seja, luz solar direta, sem interferentes como vidro ou acrílico, o que pode filtrar os raios ultravioletas (UVB). O vidro lateral  do aquaterrário também filtra os raios UVB. Já existem lâmpadas fluorescentes que emitem esse comprimento de onda (REPTO-GLO, REPTISUN 5%UVB). Tais lâmpadas devem ser colocadas na tampa do aquaterrário, instaladas com um start e um reator. Devem permanecer ligadas por no mínimo quatro horas e no máximo oito horas/ luz dia. Isso já corresponde ao fotoperíodo do animal. Todas as lâmpadas tem um prazo de validade e devem ser substituídas uma vez por ano. Devem ficar a uma distância de no máximo 30cm do animal, porque do contrário, não têm eficácia.

Limpeza do tanque

A desinfecção das pedras, bem como dos vidros do aquaterrário, deve ser feita uma vez por mês, desde que obedecido aquele esquema de troca de água a cada dois dias. A desinfecção é feita preferencialmente com hipoclorito de sódio (água sanitária), retirando-se todos os animais evidentemente,  diluído em água, onde se lava as pedras e o vidro, enxaguando-se vigorosamente para retirar todo o excesso. Se a criação for feita em tanques, igualmente  por uma vez por mês deverá ser desinfetado.

Aquecimento

Para ambos os locais de criação (aquaterrário ou tanque) o aquecimento deve ser constante. O aquecimento pode vir (no caso do aquaterrário) de lâmpadas incandescentes ou de aquecedores. A água deve estar em torno de 24-28ºC. No aquaterrário, a lâmpada incandescente (existem as próprias para répteis, com emissão inclusive de um comprimento de onda UVA e UVB) deve ser instalada na plataforma seca.

Vegetação artificial é importantíssima como fornecimento de ponto de fuga contra o excesso de calor (por isso que o aquaterrário deve ter um gradiente térmico) e como esconderijo de animais assustados.

Alimentação

A alimentação dos quelônios lacustres criados em aquaterrários deve ser feita em bacias separadas, com água na mesma temperatura do aquaterrário. Isso permite uma maior limpeza do local de criação, menor concentração de excretas e detritos e maior facilidade na manutenção do animal. Com o tempo, todos os animais acabam se acostumando com o ritmo diário de alimentação em outro local. Animais criados em tanques podem ser alimentados dentro do mesmo, pois a limpeza do tanque é muito mais fácil que do aquaterrário. A alimentação de Trachemys dorbignyi deve constituir de ração para tartarugas aquáticas, com cerca de 35-40% de proteína bruta, peixes picados, talos de Elodea (alga comum de aquário) como suplemento de vitamina A. 


Gustavo Henrique Pereira Dutra
médico veterinário (CRMV SP 11412)
Medicina Veterinária de répteis.

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