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Ortopedia

Displasia coxofemoral

A displasia coxofemoral (DCF) é uma das moléstias mais frequentes encontradas nas raças de maior porte e de crescimento rápido, como o São Bernardo, Pastor Alemão e o Rottweiler. Raramente é diagnosticada em cães com menos de 12 Kg. Apesar de apresentarem uma instabilidade da articulação coxofemoral (articulação do fêmur com a bacia), eles não desenvolvem as alterações ósseas típicas de cães mais pesados.

A literatura cita a DCF também em gatos onde as raças puras são mais acometidas, ambos os sexos com a mesma frequência, comprometendo normalmente, ambas as articulações.

A DCF no cão é desencadeada por uma série de fatores, onde a hereditariedade é a mais conhecida entre os criadores. Contudo, fatores ambientais estão envolvidos na manifestação do fenótipo anormal, especialmente pisos lisos. A raça também vai influenciar o modo que a displasia se desenvolve, pois existe uma disparidade entre a massa muscular primária e o crescimento esquelético desproporcionalmente rápido, resultando em uma instabilidade articular. Esta instabilidade, por sua vez, levará a uma frouxidão articular, podendo ocorrer arrasamento da cavidade acetabular (local onde o osso fêmur se encaixa na bacia) e sub luxação. Nesta etapa, o animal ainda pode não apresentar uma claudicação ("manqueira") ou rigidez evidente. Alguns animais jovens podem apresentar uma claudicação aguda após exercícios ou caminhadas, enquanto outros apresentam uma repentina redução das atividades e o aparecimento de uma sensibilidade nos membros pélvicos. Ocorrem alterações ósseas que desaparecem com a maturidade esquelética, e é onde encontramos animais assintomáticos, ou digamos que estão isentos de uma dor significativa.

Os cães que apresentam uma idade mais avançada acabam se encaixando num quadro clínico diferente, onde as pequenas alterações, aparentemente assintomáticas, evoluíram para uma doença articular degenerativa crônica, e o animal manifesta a sua dor se levantando com dificuldade, evitando caminhar e brincar, tornando-se triste, com seu humor e temperamento mudados.

Na DCF, temos uma classificação de acordo com a gravidade. Também de acordo com o grau da lesão há um tratamento, o qual será indicado pelo seu Veterinário.

O diagnóstico da DCF é realizado através de radiografia, sendo esta indispensável, levando-se em consideração que muitas vezes os sintomas clínicos não estão correlacionados com os achados radiológicos. Alguns cães com uma DCF moderado ou severa são assintomáticos. Na radiografia devem ser observados alguns procedimentos técnicos, como a idade do animal, contenção, posicionamento, identificação do paciente e a qualidade da radiografia.

Classificação das articulações coxofemorais

-Sem sinais de displasia coxofemoral Categoria A (HD-)
-Articulações coxofemorais próximas do normal Categoria B (HD+/-)
-Displasia coxofemoral leve Categoria C (HD+)
-Displasia coxofemoral moderada Categoria D (HD++)
-Displasia coxofemoral severa Categoria E (HD+++)

Quem emite o laudo de displasia coxofemoral é o Colégio Brasileiro de Radiologia Veterinária (CBRV).
Existem alguns pré-requisitos para a emissão do laudo de DCF pelo CBRV:

- uma cópia autenticada da tarjeta ou do pedigree
- um termo de responsabilidade do veterinário
- um termo de responsabilidade do proprietário
- a radiografia das articulações coxofemorais conforme as normas do CBRV

Você pode tomar algumas providências para evitar ou minimizar os efeitos desta moléstia.

1. Controle de peso: no caso de um cão obeso, reduzir a ingestão de calorias.
2. A natação é recomendada a partir dos 3 meses de idade, para desenvolver a musculatura pélvica.
3. Os filhotes podem se exercitar a partir dos 3 meses, de forma moderada.
4. Filhotes recém nascidos devem permanecer sobre uma superfície áspera, para evitar escorregões que forcem a articulação de forma errada.
5. Depois de desmamado, não deixe o seu cão em piso liso (vitrificado).

Antes de comprar um cão, consulte um veterinário para ver se aquela raça está dentro das expectativas daquilo que você procura, e para orientá-lo quanto aos cuidados na hora da escolha.

Werner John Payne
médico veterinário (CRMV SP 5034)

www.veterinariosemfronteira.org.br/

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