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Fístulas Dentárias

Além das cáries (que são raras em cães e gatos) e do acúmulo de tártaro, existem outros problemas odontológicos que afetam os animais. As fístulas (*) causadas por alterações dentárias, não são raras.

*aberturas por onde secreções, pus e sangue de uma lesão são eliminados (drenados).  

Fístula infra-orbitária

A fístula infra-orbitária é conseqüência do abscesso do dente carniceiro (4º Pré molar superior ou 1º MI). É observado no animal uma dilatação flutuante ou um pequeno abscesso no lado da face logo abaixo canto do olho, região esta chamada de infra-orbitária.

Além do exame clínico do médico odontólogo, as fístulas são diagnosticadas através de radiografias onde a área radiotransparente ao redor da raiz indicará o abscesso do periodonto (estruturas que sustentam o dente).

A drenagem do abscesso deixa uma lesão na pele 1 a 2 mm de diâmetro. Esta abertura (fístula), secreta continuamente quantidades pequenas de sangue e pus.

A fístula infra-orbitária é causada por uma fratura leve ou periodontites severas (inflamação nas estruturas que sustentam o dente), causadas pela formação de tártaro abaixo da gengiva ou corpos estranhos; raramente é resultado de cáries do 1º molar. 

Desenvolvendo o abscesso em uma das três raízes do 4º pré-molar, as outras duas raízes mantêm o dente parcialmente fixo no alvéolo, dificultando a drenagem de secreções para dentro da boca. A sucessão de eventos pode ser resumida como segue: necrose de polpa, formação de úlcera, e abscesso apical (ponta da raiz) agudo. 

O tempo requerido para esta progressão varia de meses a anos. Um animal que apresente uma alteração inflamatória pulpar e, posteriormente, periapical (ao redor da ponta da raiz do dente), poderá apresentar sinais clínicos como, dor à percussão, fístula intra ou extra-bucal, fratura coronal ou radicular, escurecimento dental, sialorréia (salivação), dificuldade de apreensão de alimentos e fricção do focinho sobre o chão

O tratamento consiste na extração do dente "carniceiro", no estabelecimento da drenagem da lesão externa para o alvéolo dentário ou no tratamento endodôntico da raiz envolvida que permitem salvar o dente.


Alguns fatores intervém para a exodontia (extração), como por exemplo, a mobilidade do dente.

Um pré molar afetado que não apresenta mobilidade, e sendo completamente funcional deve ser preservado, especialmente em cães jovens. Quando a terapia endodôntica não pode ser realizada, o dente afetado deve ser extraído, sendo que o abscesso e a fístula associada resolvem-se em algumas semanas. Em gatos a fístula infra-orbitária é mais comum de ocorrer no dente canino.

Fístula Oro-nasal 

A fístula oronasal é uma doença periodontal severa onde as cavidades oral e nasal comunicam-se anormalmente, podendo ser diagnosticada através de radiografias ou por irrigação da abertura onde estava o dente, o que resulta em gotejamento de líquido pelo nariz.

Ocasionalmente, depois da exodontia (extração) ou perda natural do dente canino superior (CS), surge a fístula oro-nasal. Esta fístula desenvolve-se devido à capa extremamente fina de osso em contato com a raiz do dente.
A má oclusão, ou seja o mau fechamento da boca, deve ser considerada como causa de fístula.

Se uma fístula oro-nasal é evidente tanto antes quanto após a exodontia, uma correção para prevenir um fluxo constante de alimentos e líquido na cavidade nasal é requerida. As duas técnicas utilizadas freqüentemente para o reparo das fístulas oronasais incluem os retalhos de camada única e de camada dupla. A fístula oronasal ocorre com mais freqüência em cães, porém pode ocorrer em gatos, devido deterioração periodontal ou também lesões reabsortivas. 

A regeneração óssea pode ser estimulada pela aplicação de materiais indutivos ou condutivos do crescimento ósseo, via transplantes vivos ou implantes de tecido não viável, ou material inanimado (cristais de hidroxiapatita, osso liofilizado).


As técnicas de regeneração do tecido ósseo periodontal estão passando por rápido desenvolvimento, entretanto, os materiais utilizados são de custo elevados. 

A saúde de seu pet começa pela boca!

fotos: Ramos, J.K.M & Pachaly, J.R©


Joyce Katiuccia Ramos
médica veterinária (CRMV MS 1910)

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