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Curiosidades da Vida Animal - Fauna Brasileira

Nesta seção, um pouco da vida selvagem e seus aspectos mais curiosos. Nenhuma espécie mostrada aqui deve ou pode ser criada como um animal de estimação.


Gato-mourisco

1. FICHA DO BICHO:

Nomes vulgares: Gato-mourisco, gato-mourisco-preto, gato-mourisco-ruivo, gato-almiscarado, gato-preto, gato-vermelho, jagua-rundi, jaguarundí, jaguarundi, jaguaracambé, aracambé, maracajá-una, maracajá-preto, gato-griz (Bolívia), gato-eyra (Espanha), gato-colorado ou gato-moro (Itália), anushi-puma (Peru), eirás, otter-cat ou eyra-cat (EUA).
Nome científico: Herpailurus yagouaroundi (Lacépède, 1809).
Sinônimos científicos:
H. yagouaroundi (E. Geoffroy, 1803), H. Yaguarondi, H. eyra, Felis yaguarundi, Leopardus yagouaroundi.
Origem do Nome:A palavra originou-se da forma tupi-guarani, " iauára undi".
Classe: Mammalia (Mamíferos)
Ordem: Carnívora (Carnívoros)
Família: Felidae (Felídeos)
Sub-Família: Felinae (Felinos)
Gênero: Herpailurus sp.
Espécie
: H. yagouaroundi (Lacépède, 1809)

2. COMO É O BICHO?

Dentro da família dos felinos, nosso homenageado é o conhecido, ou melhor, desconhecido gato-mourisco ou jaguarundi. É um gato selvagem que pode atingir até 80,0 centímetros de corpo e 50,0 centímetros de cauda. Seu peso oscila de 3,0 a 9,0 quilos, sendo os machos mais pesados do que as fêmeas. Sua pernas são curtas em relação ao corpo, a cabeça é pequena, alongada e achatada, com orelhas diminutas e arredondadas. Os especialistas encontram certa dificuldade, quando necessitam rastreá-lo, pois seus rastos são pequenos e muito semelhantes entre si.

Dentre os felinos, é o que mais se assemelha aos Mustelídeos (família da marta, doninha etc), por ter um corpo pequeno, um nariz chato (pouco comum entre os felinos) e olhos muito próximos um do outro e voltados para frente. É o gato de aparência mais surpreendente, pois a maioria de seus familiares apresenta semelhanças uns com os outros, mas no caso do gato-mourisco, esta similaridade não ocorre. Algumas pessoas o acham muito semelhante a uma lontra, outros a uma ariranha, mas na verdade o gato-mourisco é mesmo um felino com características únicas na família.


Características faciais

São os felinos que mais apresentam variações de cor, podendo-se considerar, de duas a três fases de coloração. Duas fases escuras, que variam do cinza-preto ou avermelhada ao marrom-escuro ou preto-acinzentado e uma última, onde predomina a pelagem avermelhada. Sua pelagem é uniforme, a ponta dos pêlos é preta e a base mais clara. No mundo animal normalmente a cor esta relacionada com seu modo de vida, sendo este adaptado para a sobrevivência, mas este não é o caso, pois não se sabe até hoje o significados das colorações do gato-mourisco. Houve uma época que se achava que os indivíduos marrom-avermelhados, conhecidos como "eirás", pertenciam a uma espécie diferente dos jaguarundis mais acinzentados, mas hoje o que se sabe é que todos fazem parte de uma única espécie, pois já foi encontrado, em uma única ninhada, filhotes vermelhos e escuros.


A reprodução ocorre uma vez ao ano, com gestação de 63 a 75 dias. Após este prazo, podem nascer de 1 a 4 filhotes. Geralmente nos felinos, as crias nascem pintadas, o que os confere proteção contra predadores, mas já se observou que apenas alguns filhotes de gato-mourisco nasciam com manchas de coloração clara. Estima-se, que vivam cerca de 15 anos em ambiente natural.


filhote

3. O QUE O BICHO FAZ?

Seu hábito é solitário, com atividade diurna, o contrário de outros felinos. É muito ativo, no início e no fim do dia. Ataca as presas com as patas dianteiras e possui grande habilidade para subir em árvores, locomovendo-se de um lado para o outro, sobre os ramos. Sua cauda em fuso garante equilíbrio ao animal, quando este se movimenta nas árvores. No solo e na água, também se movimenta com extrema rapidez. Quando descansa, ou dorme, assume posição típica dos felinos, ou seja, a de enrodilhar-se. Lava-se como os gatos domésticos e caça sozinho, mas se por acaso, houver perigo, pode enfrentar qualquer adversário. Costuma emitir ruídos, parecidos com os de uma ave.

Em sua dieta, podemos encontrar, anfíbios, peixes, répteis e principalmente aves e roedores. Para se ter uma idéia da alta variedade de alimentos de seu cardápio, já foi observado, um indivíduo, no alto de uma figueira, se alimentando de figos na companhia de bugios (Aloatta sp.). É comum assaltarem galinheiros, o que os coloca em grande risco, pois podem ser mortos a tiros ou em armadilhas feitas pelos proprietários.

As mães, antes de darem à luz, costumam se instalar em uma toca bem escondida, ou algumas vezes, sob uma moita. O pai não desempenha nenhum papel na educação de seus filhos, ou seja, é a mãe, quem tem que ensinar as noções de sobrevivência e alimentação na floresta.

Podem dividir o espaço com outros gatos da mesma espécie, o que não é comum entre os felinos.

4. ONDE O BICHO VIVE?

Sua faixa de distribuição corresponde o Sul do Texas, Peru, províncias da Argentina, Paraguai e América do Sul. No Brasil, pode ser encontrado praticamente em todo o território, com exceção do Sul do Rio Grande do Sul.


Cuidando da toca

Possui um habitat extremamente variado, incluindo florestas tropicais e subtropicais, cerrado, caatinga, pantanal e vegetação seca.Tem preferência por regiões que estejam abaixo de 2.000 metros de altura.

5. CURIOSIDADES DO BICHO:

O gato-mourisco é um dos felinos de maior distribuição geográfica. Mas por outro lado, é muito difícil de ser encontrado, devido a seu grande território que se figura em torno de 50 km2.

Do ponto de vista global, quase todos os felinos sofrem com a caça sistemática. O jaguarundi, não se encontra em um estado tão crítico, pois sua pele, apresenta um baixo valor econômico, pelo fato de não ser pintada e também pela pelagem curta que apresenta. Outra característica positiva à sua sobrevivência é a alta prole combinada com sua incrível adaptação, ou seja, além de poder dar à luz a muitos filhotes, estes podem conviver bem na presença humana.

Existe uma organização brasileira, não-governamental, denominada Pró-Carnívoros (www.procarnivoros.org.br). Esta associação com vários especialistas de renome nacional e internacional vem lutando já algum tempo, pela conservação dos mamíferos carnívoros neotropicais e seus habitats. Este esforço mútuo tem sido realizado, essencialmente, através da educação, manejo e da pesquisa.

Mas o esforço desta e de outros grupos de preservação não terão validade se não houver na sociedade uma conscientização para a mudança do pensamento antropocentrista, para um pensamento de respeito às outras espécies e ao ambiente em que vivemos. Por isso devemos lutar, e sempre estar dispostos a ensinar, pois o conhecimento das futuras gerações depende de nós.

Bibliografia:
· BECKER, M. & DALPONTE, J. C.. Rastros de Mamíferos Silvestres Brasileiros. UNB Editora, 2°ed. . Brasília - DF, 1999 · BOORER, M.. Felinos. Edições Melhoramentos - Prisma. São Paulo - SP, 1987 · D' OLIVEIRA, H. M.. Novíssimo Dicionário Brasileiro Ilustrado da Língua Portuguesa. EDIGRAF, IV tomo. São Paulo-SP, 1965 · DE OLIVEIRA, T. G. & CASSARO, K.. Guia de Identificação dos Felinos Brasileiros. Sociedade de Zoológicos do Brasil - SZB, 2°ed. . São Paulo-SP, 1999
· IHERING, R. V.. Dicionário dos Animais do Brasil. Secretaria da Agricultura, Indústria e Comércio do Estado de São Paulo. São Paulo-SP, 1940
· Os Bichos - Pequenos Felinos. Editora Nova Cultural, 7°ed. . São Paulo-SP, 1988
· Guia Ilustrado - O Mundo dos Animais - Mamíferos VI. Editora Nova Cultural. São Paulo - SP, 1990
· www.saudeanimal.com.br
· www.upf.tche.br
· www.cigs.com.br
· www.polmil.sp.gov.br
· www.hazelh.best.wwh.net/amjaguarund.html
· www.quanta.nest.py/giovani/html/mamiferosdela.htnl
· www.jaguarundi.net/jaguarund.html
· www.michaelis.com.br
· www.cnpm.embrapa.br
· www.aamefe.org.ar
· www.angelfire.com
· www.cities.org
· www.menbers.aol.org
· www.danisela.com/
· www.globorural.globo.com
· www.ambiente-ecologico.com
· www.procarnivoros.org.br

Clique aqui para conhecer outras espécies


Luccas Longo
Biólogo e Professor
www.observaes.blogspot.com/
Especialista em Bioecologia e Conservação - UNIMEP
Mestrado em Recursos Florestais - ESALQ/U

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