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O que é câncer?

Câncer em cães e gatos: entenda o que é

Todos os orgãos são formados por tecidos e esses por células específicas. Por exemplo, existe um tipo de célula que forma o fígado, outra que forma os ossos etc. Quando algumas dessas células começam a se multiplicar de forma desordenada, sem controle, damos o nome a isso de neoplasia ("novo crescimento" de tecido). Câncer são todas as neoplasias malígnas, aquelas que não ficam restritas a um orgão. Pela corrente sanguínea, algumas células "doentes" são transportadas para outros locais e ali continuam a se multiplicar (metástase).

O câncer faz com que os orgãos afetados funcionem mal e é essa a causa da morte. Um local bastante comum onde a metástase pode ocorrer é o pulmão, um orgão vital. Por isso, é importante fazer o raio X pulmonar sempre que houver diagnóstico de câncer em qualquer orgão. A extensão da doença e o tempo de vida que o animal terá, vão se basear nesse dado. Quando o pulmão já estiver afetado, consideramos que a doença está em fase adiantada.

O câncer é a doença mais temida e sinônimo de morte. Nem sempre isso é verdade. Se conseguirmos detectá-lo em fases iniciais, o animal poderá ser tratado com quimioterapia e/ou o tumor retirado cirurgicamente, antes que ocorra metástase. Há chances de prolongar da vida do animal nesses casos e até chegar à cura. Contudo, mesmo com a remoção total de um tumor malígno e o tratamento com quimioterapia, a metástase pode já ter ocorrido, mas não estar evidente. Ou mesmo as células sadias começarem a se multiplicar novamente. Por isso, o câncer pode voltar a aparecer algum tempo depois. Teoricamente, consideramos que após cinco anos, se a doença não se manifestar mais, o organismo está curado.

Nem todo tumor é câncer. Existem neoplasias benignas que ficam restritas ao local onde apareceram. No entanto, quando tumores benignos começam a crescer rapidamente, eles devem ser logo retirados, pois podem tornar-se malignos ou causar danos ao orgão.

Os sintomas de um animal com câncer variam muito com o tipo de tumor. No caso do osteossarcoma (tumor ósseo), por exemplo, a fratura de um osso pode estar ligada ao tumor, uma vez que há destruição do tecido ósseo. Isso predipõe o animal a fraturar um membro mesmo após traumas pequenos. Os linfomas manifestam-se com o aumento de um ou mais gânglios. Apesar das várias manifestações específicas do câncer, o animal pode apresentar apenas perda significativa de peso, antes que sinais mais graves apareçam.

O diagnóstico de câncer é feito através da retirada e análise do tumor (biópsia), exames de raio X, ultrassonografia e exames de sangue.

Sobre o tratamento, dependendo do tipo de tumor e do estágio de sua evolução, ele pode ser cirúrgico e/ou medicamentoso. A quimioterapia é usada em animais para tratar alguns tipos de câncer, mas as drogas usadas, além de matar as células tumorais, afetam células boas que também se reproduzem rapidamente. É o caso da medula óssea, tecido responsável por formar o sangue e as células de defesa do organismo. Por esse motivo, um dos efeitos indesejáveis da quimioterapia são a anemia e a fragilidade no sistema de defesa do organismo.

A radioterapia é usada também em animais, mas ainda não é de uso rotineiro. No tratamento de quimioterapia, o animal tem que ser monitorado com exames de sangue semanais, para verificar qual está sendo a ação da droga no organismo e se o tratamento pode ser continuado. Todo esse monitoramento, associado aos medicamentos, dietas especiais etc., podem tornar o tratamento bastante caro. Durante a terapia, não há queda de pelos em animais com pelagem curta, mas isso pode ocorrer em pequena proporção em cães e gatos com pelos longos. Nenhum animal fica totalmente sem pelos como acontece com as pessoas em tratamento.

Não há preferência por sexo, o câncer atinge fêmeas e machos na mesma proporção. Porém, algumas raças são mais acometidas do que as outras. A maior incidência de câncer em animais idosos. No caso das fêmeas, gatas e cadelas, sabe-se que elas têm menos chances de apresentar tumores de mama quando castradas antes de um ano de idade.

Ainda não se sabe porque o câncer aparece, se algum fator genético está envolvido, nem as razões pelas quais as células boas começam a se multiplicar. Também não há meios de prevenir o câncer em animais, a não ser no caso descrito sobre o tumor de mama em fêmeas. O diagnóstico precoce, que nem sempre é possível, é a única maneira de enfrentar o câncer com possibilidades de prolongamento da vida do animal e, porque não, a cura
.

Livro recomendado:

Como cuidar melhor do seu cachorro!



Veja também:
- Tumores: noções gerais
- Linfoma (ou linfossarcoma)
- Tratamento do câncer

silvia
Silvia Parisi
médica veterinária (CRMV SP 5532)

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