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Meu cão só obedece o adestrador...

Meu cão só obedece o adestrador!

A importância de escolher um adestrador interessado também no dono

O aprendizado de uma criança engloba lições didáticas, brincadeiras lúdicas, bons modos, ou seja, ensinamentos transmitidos tanto pelos professores e pela escola como também pela família.

Pode-se dizer que com os cães ocorre o mesmo, apenas com um único diferencial: a linguagem canina é distinta da linguagem humana. E é exatamente por esse motivo, porque cão e homem falam línguas diferentes, que muitas pessoas acabam enfrentando problemas de comportamento com seu animal. Quando isso acontece, o ideal é procurar a ajuda de um adestrador. Ele vai atuar como um intérprete entre vocês dois, até que você e seu cão estejam, se não falando a mesmíssima língua, pelo menos se entendendo muito bem. Assim, ao contratar um adestrador, é preciso estar seguro de que ele, além de dominar as técnicas de um bom adestrador, é um profissional sinceramente interessado em trabalhar também com você, e não apenas com seu cão.

Os cães entendem o adestrador observando sua postura corporal, seu tom de voz, seu olhar, seus gestos. Por isso é muito importante que você escolha um adestrador que tenha como princípio ensinar todos esses componentes também a você. Depois, caberá a você participar e se empenhar nesse aprendizado e fazer direitinho tudo que ele pede. Não é preciso acompanhar todas as aulas, mas pelo menos 70% delas.

O dono deve deixar claro o que deseja do adestrador

Outra questão que atrapalha muito um adestramento é a ansiedade do dono para que seu cão aprenda a fazer logo as coisas certas. Mas antes de falarmos mais sobre isso, o que significa "coisa certa"? Cada família leva um determinado padrão de vida com o seu cão, estabelece certos limites para ele. Algumas famílias aceitam com naturalidade que o cão durma na cama, enquanto para outras esse é um comportamento completamente inadequado. Enquanto algumas pessoas gostam que o cão comece a latir assim que ouve barulhos, pois isso lhes parece um indicativo de que o animal está apto a afugentar, por exemplo, assaltantes, outras contratam um adestrador justamente para extinguir esse comportamento. Então, é preciso deixar bem claro para o adestrador o que a família permite que seu cão faça e o que ela quer coibir, que tipo, enfim, de educação ela deseja para o seu cão.

Os limites do adestrador e a responsabilidade da família

Quem procura um adestrador costuma imaginar que ele, sozinho, irá resolver todos os problemas de comportamento do cão. Não é bem assim. Em um grande número de casos, o comportamento indesejado do animal se origina no núcleo familiar e se manifesta apenas em determinadas situações, muitas vezes longe do adestrador. Há muitos cães que adoram "jantar" junto com dos donos, que ficam o tempo todo ao lado da mesa tentando alcançar a comida ou latindo para exigir sua porção.

Por mais que o adestrador tente ajudar uma família que se queixe de um comportamento como esse, pode haver limites para ele. Muitas vezes, para coibir esse tipo de comportamento, é preciso um trabalho ainda mais dirigido e específico. Pode ser hora de contar com a ajuda de um comportamentalista, que vai atuar no momento exato em que o cão está "aprontando", manifestando o comportamento indesejado pela família. O comportamentalista pode, se assim for combinado com os donos do cão, atuar na hora do jantar da família, para poder avaliar com exatidão como se comportam o animal e a família naquele momento. Só assim ele vai perceber com clareza por que o problema ocorre e sugerir aos donos maneiras de agir para que o cão deixe de incomodar nas refeições.

Não se pode esperar que um adestrador resolva todos os problemas de comportamento do cão. Sua função é, especialmente, introduzir a educação inicial, depois todos da casa precisam fazer a sua parte, dando continuidade ao trabalho iniciado pelo adestrador. O adestrador mostra como deve ser feito, ensina ao dono a linguagem do cão, mas quem vai estar ali todos os dias para dar os devidos reforços ao animal são os membros da casa, a mãe, o pai, o filho, os avós, a diarista ou a faxineira... É preciso empenho. É preciso disposição. É preciso boa vontade e participação de todos que tenham contato com o cão. Se houver colaboração, as chances de o adestramento dar certo são imensas. E "colaboração" significa participação ao longo de todo o tempo que durar o adestramento, e não só no seu início, quando o interesse e o entusiasmo da família em participar é sabidamente maior.

Ainda assim, se alguma coisa parece não estar dando certo no adestramento, seu o cão não está reagindo da maneira que se esperava, o dono deve conversar francamente com o adestrador, dizer que tais e tais procedimentos não surtiram efeito, mesmo todos da casa tendo feito como ele mandou. Mas antes reavaliar cara a cara o trabalho do adestrador é preciso ter certeza de duas coisas: se a família fez mesmo a sua parte corretamente e se de fato não houve melhora nenhuma no comportamento do cão.

Cada cão tem um tempo aprendizado

Uma angústia bastante comum durante o adestramento é a necessidade que o dono parece ter de que o cão aprenda a fazer tudo no mínimo de tempo possível. Não espere, já de saída, que rapidamente o seu cão vá absorver tudo que lhe é ensinado. Por mais que o cão do vizinho tenha aprendido em um mês o que seu cão ainda não conseguiu em três meses, lembre-se: os cães têm temperamentos e capacidade de concentração diferentes, de acordo com a raça, com o sexo e com a personalidade. Em geral, um adestramento gira em torno de seis meses.

O aprendizado de crianças e cães

Se, como vimos, a função da escola é ensinar a criança a ler, a escrever, a fazer contas, a se comportar em sala de aula etc. e se a função da família é ensinar o filho, entre outras coisas, a não comer de boca aberta, a escovar os dentes, a não estragar o sofá, a se comportar no shopping center etc., a aula de adestramento é a base para todo cão saber que NÃO é NÃO, que ele deve se sentar para esperar a recompensa, que ele deve andar bem-comportado na guia e conhecer outros comandos que facilitam a convivência entre humanos e cães.

Na família, ele deve aprender, por exemplo, a não roubar comida de cima da mesa, a não montar na perna das pessoas da casa nem das visitas, a se deixar ser escovado sem rosnar para o dono. Cabe à família ensinar ao cão toda a parte de convívio dentro da casa.

Antes de ter um cão é preciso se informar

Aconselho a todas as pessoas que, antes de adquirir um cão, leiam livros, procurem informações em sites sobre comportamento canino, se informem o máximo possível sobre como se dá a linguagem canina. Sem essa comunicação, não haverá plena interação entre o dono e o cão. E um cachorro adora se comunicar, precisa desse contato para agradar o dono, pois ele é o seu líder, é dele que provém a sua comida, e sem o dono ele não vive. Dá para imaginar como é importante para o cachorro entender o que o dono quer dele? Se o dono souber se comunicar (postura corporal, tom de voz, gestos), o cão aprenderá a fazer a coisa certa.

A leitura informativa também é útil para aquelas pessoas que não podem ou não querem contratar um adestrador. O dono pode ser um auto ditada, mas para obter os resultados desejados sem a ajuda de um adestrador, tudo vai depender muito também do temperamento do cachorro.

Quando adestrar seu cão

Quando há necessidade de adestramento?

- No caso de machos não castrados, pois em geral são eles que vão disputar a liderança na casa;
- Cães que puxam a guia no passeio e que, invertendo os papéis, acabam levam o dono para passear. Desestimulado, o dono aos poucos vai deixando de passear o cão;
- Cães que rosnam para o dono;
- Cães cujos donos desejam que o animal aprenda truques como "dar a patinha";
- Cães sem limites, que não obedecem em nada os donos;
- Cães cujos donos são muito permissivos e que não conseguem dizer "não" ao cachorro.

Quando pedir a ajuda de um comportamentalista

Há situações em que o mais indicado é recorrer à ajuda de um comportamentalista. São casos em que o cão em geral é bem-comportado e o foco do problema está localizado em algum tipo específico de comportamento inapropriado. Um exemplo bastante comum são cães que fazem tudo certinho, demonstram um comportamento exemplar, até que um belo dia passam a surpreender a todos da casa com repetidos cocôs feito em cima da cama do casal.

Como a questão, aí, não envolve os comandos básicos ensinados no adestramento, mas parece associada a uma reação do cão a alguma atitude tomada pelo dono ou por alguém da casa, o adestrador não dispõe de instrumentos tão precisos para eliminar esse comportamento como tem o comportamentalista. Mais produtivo é que um profissional da área de comportamento atue no caso. Depois de algumas entrevistas com a família, de entendido o porquê daquele súbito comportamento inconveniente e da aplicação de técnicas apropriadas, o cão pode voltar a se comportar como antes.

O comportamentalista é um profissional geralmente formado em veterinária ou zootecnia, ou ainda um psicólogo especializado na área animal, isto é, que tenha estudado métodos de comportamento aplicados em cães. É, enfim, um profissional capacitado a analisar com profundidade o perfil dos cães e sua inter-relação com os humanos

Portanto, não se esqueça: você, como dono do cão, é que deve saber se comunicar com ele e estar sempre na condição de líder. Caso não consiga, por si só, essa comunicação e liderança, o adestrador é o professor, é o intérprete que vai ensinar você e seu cão a falarem a mesma língua. E quando ocorrer algum problema mais sério de comportamento, o comportamentalista (o próprio nome já diz) é o profissional apto a diagnosticar a causa e tentar encontrar a solução para que você e seu cão voltem a viver bem.


Katia Regina Aiello
Psicóloga (CRPCRP- 06/47006-6) e adestradora

http://katiaiello.blogspot.com.br

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