Doenças do trato respiratório das aves

As afecções do trato respiratório em aves, correspondem a uma significativa porcentagem dos casos clínicos atendidos, normalmente, em clínicas veterinárias que trabalham com aves ornamentais.

As afecções respiratórias são divididas em: alterações do trato aéreo superior e alterações do trato aéreo inferior.

Alterações do trato aéreo superior (ex. sinusite)

Presença de aumento de volume em região de seio infra-orbitário, contendo em seu interior material purulento
(caseoso) caracterizando o quadro de sinusite.


Fotos: Dr. Marcos E. Fernandes - sinusite

Alterações do trato aéreo inferior (pneumonias e inflamações dos sacos aéreos, conhecido por aerosaculite).

Os agentes causadores são: vírus (Influenza aviária, poxvirose, doença de Pacheco, etc), bactérias (E. coli, Pasteurella, Pseudomonas, etc), fúngos (Aspergillus, Candida, Cryptococcus, etc.), riquétsias (Chlamydia psittaci), parasitos (Syngamus trachea, Sternostoma tracheocolum, Cytodites nudus, etc.) e alérgenos (tabaco, etc.).

Os agentes pré-disponentes (que contribuem para o aparecimento da doença) são:

Estresse de cativeiro, má alimentação (deficiência de vitamina A, obesidade, etc.), presença de parasitos, mudanças bruscas de temperatura, alta concentração de poluentes (ex. fumaça de cigarro), falta de cuidados básicos (higiene, manejo correto, etc), banhos com jato de água ou borrifadores, iatrogênico (excessos de medicamentos) e diferenças anatômicas do trato respiratório das aves em relação aos mamíferos.

Normalmente, os sintomas das doenças do Trato Respitatório Superior são:

secreção nasal,
tosse, espirros,
coceira no nariz,
sons anormais durante respiração,
balanço de cabeça,
aumento de volume em região próxima ao olho.

Os sintomas das doenças do Trato Respiratório Inferior são:

tristeza,
penas arrepiadas,
diminuição ou ausência do canto,
diminuição ou ausência de apetite,
sons anormais na respiração,
bico aberto,
oscilação caudal
desidratação.

O tratamento irá depender da causa específica, porém, na grande maioria dos casos, a antibioticoterapia associada à terapia de suporte e oxigenioterapia com nebulização são impressindíveis.

Muitos dos pacientes vem a óbito sem mesmo o proprietário se dar conta do problema, outros podem vir a falecer durante o tratamento, que para as aves acaba sendo "estressante" e "agressivo". Outros podem vir a ter recuperação total dependo do empenho do proprietário e do organismo da ave. A prevenção é o melhor caminho, principalmente nas aves.

Veja também: zoonoses (doenças transmitidas das aves para o ser humano)


Dr. Marcos Fernandes

médico veterinário (CRMV-SP 7287)
www.marcosfernandes.vet.br

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